
Para equilibrar as coisas, propus-me escrever umas linhas sobre a lógica feminina, não como reflexo total daquilo que penso, e rebato argumentos muitas vezes, mas como resumo daquilo que vou ouvindo e vendo de outras mulheres à minha volta.
Mas, na verdade, tive de desistir, porque afinal, bem vistas as coisas, em alguns aspectos a minha lógica não andava assim tão longe como pensava da generalização que tentava fazer... E se fosse a focar-me apenas naquilo que não me reflecte de forma nenhuma, sobrava pouco, e não estava a ser justa. Acabei por perceber que há muito destas “lógicas”, masculinas ou femininas, que são muito principalmente coisas geracionais. Por isso o que é hoje a “regra” nas mulheres da minha geração, pode bem sê-lo assim apenas pelo “momento comum” que atravessamos. Talvez por isso nos choquemos, colectivamente, com as diferenças de padrão que observamos nas mulheres de outras gerações, sobretudo as mais novas, ou com as mulheres da mesma geração que “fogem à regra”.
Afinal, até sou bastante mais “feminina” de lógica do que pensava... Mas percebi que gosto de ser tão feminina quanto sou, e sei que não deixo de ter as minhas originalidades que são aparentemente inconsistências, desvios da regra da geração, mas de que gosto cada vez mais. É que é isso que me distingue, é isso que me dá a consistência de ser individual e único, em cada momento do tempo. E pronto, o blog é meu, e aqui destilo o que me apetece, e agora não me apetece pensar muito em como é que consigo retorcer algumas coisas tão simples em argumentos tão elaborados, absolutamente convicta da minha originalidade.
Lembrei-me de uma tia de há umas quantas gerações, que é para mim um ícone de feminilidade, e que tinha uma frase “de marca” que eu acho absolutamente brilhante. Em qualquer discussão ou argumento em que fosse vencida pela razão dos outros, com a mesma fleuma de sempre, terminava a dizer “Em todo o caso.”. Simplesmente, educadamente e sem qualquer indício de arrogância, sem indiciar que acrescentaria mais nada, e com um tom que não admitia mais discussão. Não era possível ganhar-lhe... Essência de ser mulher, com uma boa dose de originalidade. Assim serei eu também, e talvez um dia deixe por aí uma frase dessas para a posteridade.
Mas, na verdade, tive de desistir, porque afinal, bem vistas as coisas, em alguns aspectos a minha lógica não andava assim tão longe como pensava da generalização que tentava fazer... E se fosse a focar-me apenas naquilo que não me reflecte de forma nenhuma, sobrava pouco, e não estava a ser justa. Acabei por perceber que há muito destas “lógicas”, masculinas ou femininas, que são muito principalmente coisas geracionais. Por isso o que é hoje a “regra” nas mulheres da minha geração, pode bem sê-lo assim apenas pelo “momento comum” que atravessamos. Talvez por isso nos choquemos, colectivamente, com as diferenças de padrão que observamos nas mulheres de outras gerações, sobretudo as mais novas, ou com as mulheres da mesma geração que “fogem à regra”.
Afinal, até sou bastante mais “feminina” de lógica do que pensava... Mas percebi que gosto de ser tão feminina quanto sou, e sei que não deixo de ter as minhas originalidades que são aparentemente inconsistências, desvios da regra da geração, mas de que gosto cada vez mais. É que é isso que me distingue, é isso que me dá a consistência de ser individual e único, em cada momento do tempo. E pronto, o blog é meu, e aqui destilo o que me apetece, e agora não me apetece pensar muito em como é que consigo retorcer algumas coisas tão simples em argumentos tão elaborados, absolutamente convicta da minha originalidade.
Lembrei-me de uma tia de há umas quantas gerações, que é para mim um ícone de feminilidade, e que tinha uma frase “de marca” que eu acho absolutamente brilhante. Em qualquer discussão ou argumento em que fosse vencida pela razão dos outros, com a mesma fleuma de sempre, terminava a dizer “Em todo o caso.”. Simplesmente, educadamente e sem qualquer indício de arrogância, sem indiciar que acrescentaria mais nada, e com um tom que não admitia mais discussão. Não era possível ganhar-lhe... Essência de ser mulher, com uma boa dose de originalidade. Assim serei eu também, e talvez um dia deixe por aí uma frase dessas para a posteridade.


























