"Destilar", cientificamente, é "separar componentes químicos que constituem uma substância através de vaporização seguida de condensação". Serve para muita coisa, nomeadamente, para produzir bebidas espirituosas. Aqui, é uma tentativa de purificação da mistura de tudo o que sinto, penso e vivo. A aguardente do que sou.
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Molho de Bróculos
Já não sei se faço das coisas uns molhos de bróculos, ou se sou eu própria um grande molho deles. Até gosto bastante do vegetal. Se calhar é por isso. Hoje vejo-me assim e nem me atrevo a olhar para o emaranhado dos caules por baixo da superfície.
Balelas Astrológicas?
Leitura de mim num site qualquer de astrologia:
“For Princesa, relating is like breathing--not that it's as easy, but that it's just as necessary. In fact, she needs healthy and ongoing heart-ties with several close friends, as well as a primary relationship. Princesa wants to be fully and gracefully partnered, with fairness, courtesy, reciprocity and balance, as well as romance. She has a world of attention to offer in return. Shared appreciation of the arts and other aesthetic experiences are great pluses here. So is a firm decision by both partners that Princesa's needs are just as important as her partner's needs--not more so and not less so. Therefore, Princesa would do well to learn some conflict resolution skills, and not settle for merely the appearance of the harmony that she so cherishes and is quite capable of establishing.”
OK. Não é assim para todos? Quem é que pode viver sem amigos, sem ninguém no coração? Quem é que não procura uma relação equilibrada e tudo o mais que aqui se lê? Quem é que acha que as necessidades de um devem ser mais importantes do que as do outro? Quem é que não procura uma vida harmoniosa???
Pronto, está bem... A primeira e a última frases dão-me que pensar... Sobretudo a última, porque eu já há muito que não tolero o status quo apenas a bem da aparente harmonia, mas quando chego à conclusão de que não tolero mais, geralmente parto a loiça toda, e é-me mesmo difícil gerir o conflito. Fujo a sete pés, prefiro ignorar e deixar tudo para trás.
E eu que não quero acreditar nestas coisas esotéricas...
Porque sou mesmo retorcida
Escrevia-me a minha mãe adoptada há uns tempos atrás: "Bem.... é sempre assim! Snif, snif... é como ir às compras contigo. Pedes opinião e eu dou e tu fazes o oposto! És uma rapariga de fortes convicções! Está dito!"
E eu respondi: "Coitadinha... :)... Tenho tanta peninha... Deve ser por isso que ninguém quer ir às compras comigo... Mas é que eu preciso desse desafio de opinião, para testar até que ponto estou realmente convicta, percebe?? É um bocado perverso, eu sei, mas eu sou assim!"
E sou mesmo... O blog também tem muitas vezes funcionado assim...
Este blog tem poderes mágicos

Há uns tempos atrás, escrevi um texto desejando-me um turbilhão, outros braços e vôos por aí. Na mesma noite, dei um trambolhão, fui carregada em braços por vários seguranças, e fui a voar baixinho para o hospital com um pé partido. No dia seguinte, até escrevi um texto que intitulei “Be carefull with what you wish for”. Quem não seguiu ou não acredita, é clicar nos links de prova.
Recentemente, inspirada pelo impulso incompreensível de ter salvo um livro em vez das coisas práticas e lógicas, quando uma onda imprevista avançou sobre mim no areal, escrevi que precisava de um pequeno tsunami privado, e já agora um tornadozito a seguir. Cinco dias depois, estou perante um tsunami “in motion”, e onze dias depois ando a voar em rodopio, a espalhar ecos ao vento.
Portanto, chego à conclusão que este blog tem um poder absurdo de me concretizar vontades, embora tenha um retorcido sentido de humor na forma como o faz, que chega a ser cruel, ou talvez uma certa limitação de compreensão. Assim, resolvi escrever, da forma mais simples e clara que consigo, exactamente aquilo que quero. A ver se é desta!
Querido blog mágico:
Quero que o tsunami que já não posso evitar me deixe de facto num sítio melhor, que me permita seguir num caminho que me faça mais feliz, mas que seja rápido lá chegar. Quero que me faça entender o que é realmente fundamental, sim, mas que para isso não me leve todos os supérfluos, que eu na realidade não os quero largar todos – só quero aprender a dar-lhes o real valor, basta a ameaça de os perder que eu sou muito boa aluna. Vá la vêr se isto se percebe melhor assim, e se ainda vamos a tempo de isto não me deixar mais angustiada, boa?
Quero realizar o amor, o amor inteiro, aquele que é o tal último, recíproco, completo em todas as dimensões. Quero tirar os pés do chão, mas sem rodopios e sem quedas dolorosas, nuns braços que me acolham num aconchego sem perguntas, e que me saibam tomar de e com desejo ardente, mas olhos nos olhos, sem hiden agendas, num caminho com futuro, que não seja nem só de pele, nem só de alma. Mas não, percebe bem: eu não quero esperar até aos 70 (e também dispenso as cataratas, já agora para saberes). Era assim coisa para mais perto. E também não me apetece ir agora para chás dançantes, portanto, que tal se desejar antes que ele me bata à porta ou tropece em mim na rua, assim tipo para a semana? Boa? Mas atenção que o tropeção não cause danos físicos!
Obrigada. Prometo continuar a alimentar-te.
Princesa
E agora, pózinhos de perlimpimpim! 1... 2...
Be careful with what you wish for...
Passei uma noite infernal, apesar das gargalhadas que ainda dei, à mistura com a dor e o desespero, na companhia de 3 amigas numa sala de espera de hospital. Na tentativa de deitar um bocado de humor no caldo, acabei por escrever isto para registar.
Fui jantar um belo sushi que eu adoro, e que é obrigatório nos meus fins de semana de dias de mulher. A seguir resolvemos dar um saltinho a uma discoteca Lisboeta onde consegui fazer a habilidade de dar uma queda. Pois eu não queria o "turbilhão"? Lá perto - tive o "trambolhão"...
Mas isto não tem graça, porque depois de cair a dor do meu pé era absolutamente insuportável. Gelo do bar, ajuda das amigas, e eu a torcer-me toda para não desatar a chorar. Tento calçar o sapato e nem pensar! Ao fim de alguma discussão, acabei por me render às evidências e lá aceitei que era melhor ir ao hospital.
Um àparte para comentar que o pessoal do dito estabelecimento se portou para lá de pessimamente mal. Ninguém veio saber se era preciso ajuda, se estava bem, nada! Foram as minhas amigas que tiveram de ir exigir ajuda. Acabei transportada ao colo de um segurança que me levou pelas escadas até ao piso térreo. Pois eu não queria braços? Outros "braços quaisquer"?? Toma lá para aprenderes... Só que o destino foi um cantinho no chão na base das escadas junto à entrada, com toda a gente que entrava e saía a ver-me naquela figura, de salto num pé e o outro descalço, já inchado e negro nesta altura, com o saco de gelo em cima. Não pensem que caí por causa dos saltos - não, foi mesmo um degrau que não se vê, e onde outra rapariga caiu nem 5 minutos depois, apesar de ter tido mais sorte que eu nas consequências.
Resolveram chamar uma ambulância (as minhas amigas, e não o prestável pessoal do estabelecimento) achando que seria mais rápido. Mas as duas que foram buscar o carro chegaram primeiro que a ambulância e eu pedi que me levassem que não queria esperar mais e continuar naquela figura. A outra que ficou comigo estava tão passada com a indiferença que pediu o livro de reclamações, que claro que não lhe deram.... Em vez disso lá me deram uma água, que eu tinha uma sede imensa.
Mais braços (de dois seguranças desta vez - ganda maluca, hem?!) e lá me transportam para o carro. Pois eu não tinha “urgência de animação, de turbilhão, de movimento desabrido”? Toma lá a "urgência hospital", depois do "trambolhão" e um carro "a abrir" por essas estradas fora... Vou para um hospital particular, pensando que seria rapidamente atendida. Engano... Apesar de estar pouquíssima gente e da admissão em tempo record, já numa cadeira de rodas, esperei meia hora para ser vista por uma médica. Aqui já tinha mesmo lágrimas a escorrer pela cara abaixo, que a viagem foi um tormento, com um grito de dor a cada trepidação do carro. Em 2 minutos de observação manda-me para o Raio-X (brilhante...).
Mais uma espera e lá vou a mais um pequeno tormento. Vire o pé assim e assado, e eu com vontade de bater em alguém. Gani e gani, mas lá tiraram os primeiros dois Raio-X. Não parece partido, mas a médica acha estranho, e por isso manda tirar outros em outras posições. OK, aí gritei.
De volta à sala de espera, deparo-me com um sujeito recém-chegado que se sentou ao pé de nós. A cena seguinte parecia um episódio do Sexo na Cidade, e nós até éramos quatro raparigas jeitosas e todas aperaltadas. Deu-nos para a parvoíce, que já eram lindas horas e estavamos exaustas, e eu, depois do traumatismo do Raio-X (aquele técnico nem sonha o perto que esteve de levar um murro!), até já me parecia que quase não tinha dores, desde que estivesse com o pé quieto. A nossa conversa foi qualquer coisa... E o sujeito obviamente a segui-la e a rir-se connosco (não, não era de nós, garanto!). A certa altura eu disse que dava tudo para ir fumar um cigarro e ele levanta-se passados uns minutos e pergunta-me se eu não quero ir fumar, enquanto me agarra o ombro... Claro que lhe disse que bem gostava, e tal, mas não podia, e ele todo solícito faz-me uma festa, "pois já percebi, coitada, precisas de alguma coisa?". Nessa altura, atinge-me o bafo... :S
Ficamos todas a rir e, quando ele voltou, eu fui finalmente chamada de novo, para ouvir a médica anunciar que os segundos Raio-X confirmavam a fractura... Nice... Não é "engessável", meia elástica impossível dado o inchaço do pé e as dores de cada vez que lhe tentavam mexer, portanto acabei por saír de pé ligado, de canadianas, com receita de analgésicos e anti-inflamatórios, e volta marcada para consulta de ortopedia na 2ª feira. À saída comento que o "tipo do bafo" até era giro (pena o bafo!) e elas dizem-me que, enquanto eu fui atendida, ele contou que lá estava por ter uma dor de cabeça "como nunca tinha tido"... Ri a bom rir! Quem é que apanha uma bebedeira e vai ao hospital queixar-se de dores de cabeça??? OK, assunto arrumado, apesar da insistência delas em que lhe pedisse o número de telefone, que ele até foi dizer a uma delas “a tua amiga é muita gira”... Resumo colectivo: isto é que é, e não é para qualquer uma – atrair um desconhecido até na sala de espera da urgência de um hospital! Claro que retorqui com a probabilidade do grau de alcoolémia do referido sujeito... No meio daquela cena toda, com a noite lixada, rimos mais do que se tivessemos tido uma “noite normal”. E eu não pedi riso?... Ah, pois era...
Final da noite, pelas 5 da madrugada, depois de paragem na farmácia e já com os analgésicos a fazer efeito, foi a estafa de subir as escadas do meu prédio centenário, de canadianas. "Cansar o corpo"?? Check. E agora "ocupar a mente", e muito, a tentar resolver o que fazer da minha vida nas próximas semanas, sobretudo por causa do meu filho, sem poder conduzir, sem poder ir trabalhar, sem me poder bastar a mim própria, logo eu que prezo tanto a minha independência... Fora as dores que ainda tenho, o pé entrapado com os dedos roxos, stresses de mulher fashion que já está a consumir-se a pensar no que vai vestir e calçar (no pé disponível) porque andar de muletas em cima de um salto como os que eu uso é capaz de ser desafio demasiado, e de mulher activa que não quer nem pensar em ficar fechada em casa! Logo à noite vou sair, de pé entrapado, canadianas e tudo! E no entretanto, nos tempos de prisão em casa, faço crescer o meu conto (mesmo que vocês não gostem!).
Fui jantar um belo sushi que eu adoro, e que é obrigatório nos meus fins de semana de dias de mulher. A seguir resolvemos dar um saltinho a uma discoteca Lisboeta onde consegui fazer a habilidade de dar uma queda. Pois eu não queria o "turbilhão"? Lá perto - tive o "trambolhão"...
Mas isto não tem graça, porque depois de cair a dor do meu pé era absolutamente insuportável. Gelo do bar, ajuda das amigas, e eu a torcer-me toda para não desatar a chorar. Tento calçar o sapato e nem pensar! Ao fim de alguma discussão, acabei por me render às evidências e lá aceitei que era melhor ir ao hospital.
Um àparte para comentar que o pessoal do dito estabelecimento se portou para lá de pessimamente mal. Ninguém veio saber se era preciso ajuda, se estava bem, nada! Foram as minhas amigas que tiveram de ir exigir ajuda. Acabei transportada ao colo de um segurança que me levou pelas escadas até ao piso térreo. Pois eu não queria braços? Outros "braços quaisquer"?? Toma lá para aprenderes... Só que o destino foi um cantinho no chão na base das escadas junto à entrada, com toda a gente que entrava e saía a ver-me naquela figura, de salto num pé e o outro descalço, já inchado e negro nesta altura, com o saco de gelo em cima. Não pensem que caí por causa dos saltos - não, foi mesmo um degrau que não se vê, e onde outra rapariga caiu nem 5 minutos depois, apesar de ter tido mais sorte que eu nas consequências.
Resolveram chamar uma ambulância (as minhas amigas, e não o prestável pessoal do estabelecimento) achando que seria mais rápido. Mas as duas que foram buscar o carro chegaram primeiro que a ambulância e eu pedi que me levassem que não queria esperar mais e continuar naquela figura. A outra que ficou comigo estava tão passada com a indiferença que pediu o livro de reclamações, que claro que não lhe deram.... Em vez disso lá me deram uma água, que eu tinha uma sede imensa.
Mais braços (de dois seguranças desta vez - ganda maluca, hem?!) e lá me transportam para o carro. Pois eu não tinha “urgência de animação, de turbilhão, de movimento desabrido”? Toma lá a "urgência hospital", depois do "trambolhão" e um carro "a abrir" por essas estradas fora... Vou para um hospital particular, pensando que seria rapidamente atendida. Engano... Apesar de estar pouquíssima gente e da admissão em tempo record, já numa cadeira de rodas, esperei meia hora para ser vista por uma médica. Aqui já tinha mesmo lágrimas a escorrer pela cara abaixo, que a viagem foi um tormento, com um grito de dor a cada trepidação do carro. Em 2 minutos de observação manda-me para o Raio-X (brilhante...).
Mais uma espera e lá vou a mais um pequeno tormento. Vire o pé assim e assado, e eu com vontade de bater em alguém. Gani e gani, mas lá tiraram os primeiros dois Raio-X. Não parece partido, mas a médica acha estranho, e por isso manda tirar outros em outras posições. OK, aí gritei.
De volta à sala de espera, deparo-me com um sujeito recém-chegado que se sentou ao pé de nós. A cena seguinte parecia um episódio do Sexo na Cidade, e nós até éramos quatro raparigas jeitosas e todas aperaltadas. Deu-nos para a parvoíce, que já eram lindas horas e estavamos exaustas, e eu, depois do traumatismo do Raio-X (aquele técnico nem sonha o perto que esteve de levar um murro!), até já me parecia que quase não tinha dores, desde que estivesse com o pé quieto. A nossa conversa foi qualquer coisa... E o sujeito obviamente a segui-la e a rir-se connosco (não, não era de nós, garanto!). A certa altura eu disse que dava tudo para ir fumar um cigarro e ele levanta-se passados uns minutos e pergunta-me se eu não quero ir fumar, enquanto me agarra o ombro... Claro que lhe disse que bem gostava, e tal, mas não podia, e ele todo solícito faz-me uma festa, "pois já percebi, coitada, precisas de alguma coisa?". Nessa altura, atinge-me o bafo... :S
Ficamos todas a rir e, quando ele voltou, eu fui finalmente chamada de novo, para ouvir a médica anunciar que os segundos Raio-X confirmavam a fractura... Nice... Não é "engessável", meia elástica impossível dado o inchaço do pé e as dores de cada vez que lhe tentavam mexer, portanto acabei por saír de pé ligado, de canadianas, com receita de analgésicos e anti-inflamatórios, e volta marcada para consulta de ortopedia na 2ª feira. À saída comento que o "tipo do bafo" até era giro (pena o bafo!) e elas dizem-me que, enquanto eu fui atendida, ele contou que lá estava por ter uma dor de cabeça "como nunca tinha tido"... Ri a bom rir! Quem é que apanha uma bebedeira e vai ao hospital queixar-se de dores de cabeça??? OK, assunto arrumado, apesar da insistência delas em que lhe pedisse o número de telefone, que ele até foi dizer a uma delas “a tua amiga é muita gira”... Resumo colectivo: isto é que é, e não é para qualquer uma – atrair um desconhecido até na sala de espera da urgência de um hospital! Claro que retorqui com a probabilidade do grau de alcoolémia do referido sujeito... No meio daquela cena toda, com a noite lixada, rimos mais do que se tivessemos tido uma “noite normal”. E eu não pedi riso?... Ah, pois era...
Final da noite, pelas 5 da madrugada, depois de paragem na farmácia e já com os analgésicos a fazer efeito, foi a estafa de subir as escadas do meu prédio centenário, de canadianas. "Cansar o corpo"?? Check. E agora "ocupar a mente", e muito, a tentar resolver o que fazer da minha vida nas próximas semanas, sobretudo por causa do meu filho, sem poder conduzir, sem poder ir trabalhar, sem me poder bastar a mim própria, logo eu que prezo tanto a minha independência... Fora as dores que ainda tenho, o pé entrapado com os dedos roxos, stresses de mulher fashion que já está a consumir-se a pensar no que vai vestir e calçar (no pé disponível) porque andar de muletas em cima de um salto como os que eu uso é capaz de ser desafio demasiado, e de mulher activa que não quer nem pensar em ficar fechada em casa! Logo à noite vou sair, de pé entrapado, canadianas e tudo! E no entretanto, nos tempos de prisão em casa, faço crescer o meu conto (mesmo que vocês não gostem!).
Lógicas de Mãe I
HIPÓTESE:Os cintos dos carros nos bancos traseiros deviam apertar do lado da porta e não no centro do banco?
FACTOS:
1. As cadeirinhas dos miúdos são uns trambolhos, ainda mais com os miúdos lá sentados.
2. Os cintos conseguem sempre torcer-se todos de um dia para o outro, ou mesmo da manhã para a tarde, por alguma arte de voodoo.
3. As mães também são fashion e usam vestidos curtos com saltos altos.
EXPERIÊNCIA:
Uma mãe fashion mergulha para dentro do carro para conseguir encaixar o cinto a meio do banco, depois de ter lutado uns minutos para o desenrolar, com o rabo para o ar, um pé de fora do carro e outro dentro para conseguir lá chegar.
OBSERVAÇÕES:
Com um vestido relativamente curto, não é boa ideia, nem boa experiência (garanto eu).
Quando aquela cegada acaba, ao recuar para fora do carro, a mãe fashion repara na quantidade de perna que tem à vista à frente e sente um ligeiro fresco até muito acima da altura decente das pernas atrás. E pior quando se endireita (com certo orgulho de ter vencido a guerra do cinto), e se volta após fechar a porta, para se deparar com cinco (!!!!!) operários de uma obra, de olhos esbugalhados nela e queixo no chão...
REACÇÕES:
1. Foi inconclusiva a determinação do quê exactamente os referidos operários viram, para além de muita perna (mas desconfia-se que saibam a côr da lingerie usada pela mãe fashion).
2. A mãe fashion adquiriu uma côr indefinida, entre o verde, o azul e o branco.
3. A mãe fashion esforçou-se por fingir que não tinha percebido nada, ligeiramente trémula deu a volta ao carro, e fugiu rapidamente. Não estaciona ali tão cedo.
CONCLUSÕES:
Palavras da mãe fashion sobre a experiência: “Quero lá saber de ser fashion! Este é um vestido que não volto a usar em dias de mãe!”
Portanto, a bem das mães fashion deste país e do mundo, que NÃO GOSTAM DE FAZER FIGURAS DESTAS, espera-se que algum engenheiro ou designer iluminado perceba rapidamente que OS CINTOS DOS BANCOS DE TRÁS DEVIAM MESMO APERTAR AO CONTRÁRIO!...
PS: A imagem não faz juz à situação, mas foi o que se arranjou...
Lógica Masculina I
1º - Ele não estava apaixonado por mim quando se envolveu comigo, mas havia atracção e desejo, recíprocos, e isso para um homem chega;
2º - Ele não me prometeu nada, não me enganou, por isso não lhe posso levar a mal que ele se tenha envolvido, devo ver isso como elogio à minha "desejabilidade";
3º - Ele nunca "falou" do assunto, tratou-me sempre com respeito, e nem todos os homens são assim, portanto tenho que admirá-lo e agradecer-lhe por isso;
4º - Quando nos cruzamos pelo caminho, e eu sendo "desejável", não lhe posso levar a mal que ele se "entusiasme" - mais uma vez, mal agradecida que é um elogio;
5º - Se depois ele mete travão antes que a coisa se complique, é porque me respeita e não se quer aproveitar de mim, e podia - e ainda mais uma vez, mal agradecida, que só mostra que ele é um homem decente e que gosta de mim o suficiente para resistir à tentação - o que é difícil;
6º - (Esta é de longe a minha preferida...) Ele não fala comigo e não explica isto, porque os homens são assim, e não há nada a fazer, sobretudo quando gostam alguma coisa de uma mulher que não amam e com quem não querem envolver-se a sério. Preferem deixar ser as mulheres a acabar com as coisas porque não têm coragem de dizer nada que as magoe!
Portanto, sou uma grande estúpida que não percebi nada, nomeadamente que amor e desejo para os homens funcionam em paralelo infinito e não em simultâneo, tenho mais é que lhe agradecer o elogio de me desejar, apaixonei-me mas ele não por mim e a vida é assim, e ainda devia dizer-lhe obrigada por não me explicares porque até gostas de mim...
Vou ali tomar uns comprimidos que estou em curto-circuito.
2º - Ele não me prometeu nada, não me enganou, por isso não lhe posso levar a mal que ele se tenha envolvido, devo ver isso como elogio à minha "desejabilidade";
3º - Ele nunca "falou" do assunto, tratou-me sempre com respeito, e nem todos os homens são assim, portanto tenho que admirá-lo e agradecer-lhe por isso;
4º - Quando nos cruzamos pelo caminho, e eu sendo "desejável", não lhe posso levar a mal que ele se "entusiasme" - mais uma vez, mal agradecida que é um elogio;
5º - Se depois ele mete travão antes que a coisa se complique, é porque me respeita e não se quer aproveitar de mim, e podia - e ainda mais uma vez, mal agradecida, que só mostra que ele é um homem decente e que gosta de mim o suficiente para resistir à tentação - o que é difícil;
6º - (Esta é de longe a minha preferida...) Ele não fala comigo e não explica isto, porque os homens são assim, e não há nada a fazer, sobretudo quando gostam alguma coisa de uma mulher que não amam e com quem não querem envolver-se a sério. Preferem deixar ser as mulheres a acabar com as coisas porque não têm coragem de dizer nada que as magoe!
Portanto, sou uma grande estúpida que não percebi nada, nomeadamente que amor e desejo para os homens funcionam em paralelo infinito e não em simultâneo, tenho mais é que lhe agradecer o elogio de me desejar, apaixonei-me mas ele não por mim e a vida é assim, e ainda devia dizer-lhe obrigada por não me explicares porque até gostas de mim...
Vou ali tomar uns comprimidos que estou em curto-circuito.
Coisas do Incrível
Às vezes uma Princesa beija um sapo e... imagine-se!... é um sapo.
E uma Princesa que é Princesa não admite tal derrota. Vai e beija outra vez, claro. E... é um sapo.
Alguém roubou uns capítulos aos contos de fadas que contaram à Princesa. Ninguém explicou que a magia não funciona sempre, e que há sapos que são sapos, querem é beijos, e não há encantamento, e não há beijo de Princesa, que acorde um Príncipe que não está lá.
Enganar as criancinhas... Não se faz. Que elas crescem a acreditar e morrem a beijar... sapos.
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