Love Hurts


Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

(Soneto a Quatro Mãos, de Paulo Mendes Campos e Vinícius de Moraes)


8 comentários:

1REZ3 disse...

And heals...

LBJ disse...

Põe o Vinicius a cantar também, vais ver que melhoras.

Um Beijo

Dry-Martini disse...

Gosto de sonetos. Gosto de mãos. Prometo voltar com a devida atenção para descobrir outros gostos .)

XinXin

Ana GG disse...

Ai como gosto de Vinicius...
Ai como é complicado o amor...


PS. Tenho que ler o post anterior. Depois comento.
:)

CB disse...

Treze, eventualmente, sim.

CB disse...

LBJ,
A música foi outra. Às vezes falta silêncio.
Um beijo

CB disse...

Dry-Martini,
Obrigada pela visita.
Xin-xin

CB disse...

Ana,
Vinicius é genial. Adoro de paixão. O amor parece-me que é só complicado quando se dá sem volta, quando não é possível de se cumprir, quando mais não é, de facto, amor.

PS: Fico à espera do comentário ao conto. Breve, breve, mais um bocadinho. :)